atitude, palavra que me lembra rolling stones e impulsividade, essas duas lembranças estão bem presentes na minha vida, sabe? tenho uma almofada e uma blusa com aquela língua vermelha, piro na reboladinha do mick jagger e um dos meus maiores sonhos de adolescente era ir pra praia de copacabana ver os caras, era muito jovem e minha mesada na época era de 30 reais, logo nem preciso falar que não pude ir né? e bom, vamos pra outra palavra, ela é um dos problemas da minha vida, respostas na defensiva, ataques entusiásticos, tagarelice desenfreada, mas será que a tal da atitude está presente, ou melhor, presente quando deveria estar?
eu poderia fazer convites, mas tenho medo, eu poderia abrir o jogo, mas tenho medo, eu poderia deixar de acumular pessoas no meu passado e resgatar as que valem a pena e jogar no lixo eterno as que não valem, mas tenho medo, poderia mandar mais currículos, mas tenho medo (sério que tenho medo?), poderia largar a faculdade e ir pra outra, mas tenho medo, (…)
mesmo me arriscando bastante, arrisco sem coragem, não corro riscos sinceros, me perco no meu ideal de viver sem jogos, tô jogando com meu medo, tô jogando querendo que a outro faça e não eu, que a outra peça arrisque e não eu
então, prometo pra você, atendente com cara de entediado, que quando eu acabar esse meu pastel de frangolino cremoso, eu vou lá tentar, dar a cara a tapa vai voltar a ser meu lifestyle, não dizem que às vezes a mão que você acha que vai te bater é a mão que te ajuda, então
trauma, drama, medo, pra quê?