A fotografia no macro exibe indiferente as marcas na pele, sejam elas de sol, de acne, de idade. São sardas e manchas claras, a pouca idade se mostra na pele e no sofrimento que parece pouco e tolo, a condição social se exibe no brilho fraco, no olhar apático de quem se vende, quem vende a própria liberdade, por não saber o que fazer, o que sonhar, o que ser, tudo para sair do buraco – dizem que é o caminho mais fácil. Mas o buraco é mais embaixo.
Dói ver embora a liberdade de quem ainda nem tem idade para saber vivê-la. Dói nela não mais conseguir questionar fatos e atos de tanto que essas amarras a sufocam, no meio desse emaranhado de verdades absolutas que confrontam com sua própria natureza, ela se perdeu.
Eu leio com lentes opacas buscando indícios que me revelem a alma da autora. Como se desejasse um teletransporte para junto de mim. Ou, ainda, num telão de teleconferência, pudesse ver como gesticula, como mexe com os olhos quando fala ou cruza as pernas, se de saia. Leio como quem desprega das palavras o limo que agrega da alma de quem se fez texto.
Não feche eu deixe fechar easte blog. Vc escreve mesmo gostoso, como eu pensava.