Assim, assim, nenhum lugar alcançará
Uma simples composição de colagens, eu sou. Com a convivência entre pessoas elaborei as mais apresentáveis colagens. Motoqueiro, selvagem que lança olhares furtivos para as garotinhas, só em eventos voltados ao tema. Nessa incessante jornada de elaboração de possíveis eus, colava até mesmo a melancolia dos outros. Minha vida é de vários, a tristeza de vários, os sonhos de vários, a desesperança só minha.
Malditos sejam essas minhas fontes das colagens, todos com uma alegria restante, uma esperança por trás de todos os atos, de todos os erros, mas apesar daquele desejo de mudança, os malditos sempre fazem as mesmas coisas, comportam-se como os mesmos tolos que os cercam, que os destroem, que pisam em todos os desejos sonhados. Como pode haver tanta vontade e haver tanto conformismo, aceitação no mesmo lugar?
Sou tudo de todos, misturado, formando o que há de pior. Meu carisma aprendido se perde na teimosia estimulada por livros, no mau-humor que faz parte, no meu jeito implacável de me referir a qualquer coisa. Tudo falso. Mas no fim, sou legítimo ao admitir que nada vai mudar para melhor, que todos os meus esforços serão inúteis, promoção no emprego? Casamento perfeito? Vida maravilhosa em algum lugar no litoral baiano? Ficarei eternamente assinando notinhas, imprimindo documentos, fingindo alegria a cada gol da seleção. Fingir e assim rir.
o nome desse blog deveria ser xisprincesa, pra combinar contigo, gatam.
beijos me adiciona